Aprender fazendo. Cultura viva. Novas amizades.
O evento
O Acampamento Cultural Leto para Juventudes no Brasil, o primeiro ACAMPALETO, acontecerá na PALMA de 04 a 07 de setembro de 2026. É um encontro de 4 dias para jovens de 18 a 33 anos viverem uma imersão na cultura letã. Aqui você aprende na prática: conversando, cantando, dançando, criando, explorando e convivendo.
Você não precisa falar letão. E não precisa ter conhecimento prévio. Só precisa ter curiosidade, vontade de aprender e disposição para participar. O acampamento é aberto a qualquer jovem que queira explorar uma cultura diferente, fazer novas amizades e viver uma experiência que vai além do que a gente aprende só na internet.
Todo o conteúdo e a programação são construídos por uma equipe internacional — com pessoas da Letônia e do Brasil. São especialistas nas suas áreas de atuação dentro da cultura leta. A maioria traz experiência direta de participação em acampamentos culturais 2x2 (Divreizdivi) em diferentes países, e traz esse know-how para o PALMA.
A programação é em português, com o letão aparecendo no dia a dia de forma leve e natural. E tudo acontece na Fazenda Palma, em Varpa (Tupã/SP), um lugar fundado por imigrantes letões no início do século XX, com um patrimônio histórico único no Brasil.
E tem um detalhe que deixa tudo ainda mais especial: em 2026, a Tipografia Palma completa 100 anos. Fazer um acampamento de juventude leta exatamente nesse local, no ano do centenário, é uma honra. É como reunir passado e futuro no mesmo lugar, 100 anos depois.
Atividades
Aprender fazendo, mesmo sem falar letão.
Memória e patrimônio com contato real com o lugar.
Cultura no corpo e no som, com integração do grupo.
Tradição + atualidade, com conversas e contexto.
Convivência, diversão e cultura junto.
Programação
Quatro dias de convivência, aprendizado e cultura viva na Fazenda Palma.
Chegada na sexta-feira e retorno na segunda-feira.
Chegada e acolhimento. Conhecer o lugar, o grupo e a história da Fazenda Palma. Primeira noite cultural para quebrar o gelo.
Dia cheio: oficinas de mão na massa pela manhã, atividades de história e patrimônio à tarde, música e dança à noite. Imersão de verdade.
Conversas sobre a Letônia hoje — tradição e contemporaneidade. Atividades coletivas e a grande noite cultural, a mais especial do acampamento.
Encerramento com memórias, troca de contatos e — principalmente — a certeza de que esse grupo ficará unido além do acampamento.
O local
A Fazenda Palma fica em Varpa, uma comunidade rural de Tupã/SP fundada por imigrantes letões no início do século XX. É um lugar onde a história está presente em tudo: nas famílias, nas casas, na terra e nos objetos — cada detalhe conta a saga de quem cruzou o Atlântico em busca de um novo começo.
Hoje, a fazenda também é um espaço de ecoturismo e acolhimento. Tem estrutura para receber grupos, área verde preservada e aquela atmosfera de interior que desacelera, aproxima e conecta.
E tem mais um motivo especial para estarmos aqui: em 2026, completam-se 100 anos da fundação da Tipografia leta que fica na Fazenda Palma. Celebrar esse centenário reunindo juventudes letas exatamente neste local é uma honra — como se a memória encontrasse o futuro, 100 anos depois.
📸 @fazendapalmaecoturismo →Facilitadores
Uma equipe apaixonada por cultura letã e pelo encontro entre pessoas.
🇱🇻 Letônia
Sou de Liepāja, na Letônia. Após concluir o ensino médio, vivi em Portugal e no Reino Unido, e também passei 10 meses viajando pela América do Sul fazendo mochilão e pegando carona. Já há mais de 10 anos estou de volta à Letônia, onde trabalhei tanto em uma empresa internacional de agricultura orgânica quanto no museu da diáspora. Desde 2023, trabalho no departamento da Diáspora do Ministério das Relações Exteriores da Letônia. Na Universidade da Letônia, obtive os graus de bacharelado e mestrado, com interesse acadêmico voltado especialmente à comunidade leta na América do Sul, às práticas de identidade étnica e à manutenção dos vínculos com a Letônia. Desde 2021, participei de seis seminários 2x2, tanto como participante quanto como organizador. Sou pesquisador, amigo e apoiador da comunidade leta no Brasil, e tenho grande satisfação em poder contribuir com a organização do acampamento de jovens letos no Brasil.
Coordenadora Geral · Brasil
Atualmente, atuo como tradutora de letão e inglês para português. Sou designer gráfica e trabalho na área de design e publicidade. Desde 2015, sou presidente da DAKLA (Associação dos Letos da América do Sul e Caribe). Ao longo desses anos, venho liderando projetos para trazer a cultura leta também para o Brasil, com atividades que vão de oficinas de joalheria tradicional até danças e música típica leta. Entre os maiores marcos do meu trabalho estão dois grandes projetos de 2018: o 1º Festival de Cultura Leta no Brasil e o Congresso dos Letos da América do Sul. Também coordenei ações de emissão de passaportes e IDs para cidadãos letões no Brasil, Argentina e Chile, em junho de 2025. Além disso, há mais de 10 anos atuo em projetos para trazer músicos e fortalecer a programação cultural ligada à Festa Līgo em Nova Odessa.
Coordenação Financeira e Operacional em Palma · Brasil
Sou enfermeira, formada pela UNIFESP. Atuo como docente e, ao longo da minha trajetória acadêmica, venho pesquisando a história da imigração leta no Brasil, com foco especial em Varpa e na Tipografia/Casa Publicadora de Palma. Em 2025, concluí o doutorado em Educação pela UERJ, com a tese "A Tipografia da Montanha do Sol: Imigração, Imprensa e Educação de Letões em Varpa (SP) entre 1925 e 1941". Coordeno projetos de memória e preservação da cultura leta no Brasil, com foco na Tipografia/Casa Publicadora de Palma — incluindo resgate e publicação de histórias, iniciativas ligadas à literatura de imigrantes e ações de preservação do patrimônio.
Coordenação de Infraestrutura e Logística · Brasil
Sou um líder comunitário e empreendedor brasileiro-letão, envolvido há anos no fortalecimento da presença cultural e institucional da Letônia no Brasil. Minha conexão com a Letônia começou em 2007, quando participei do acampamento 3x3. Depois, morei no país de 2008 a 2011. No Brasil, atuei diretamente no desenvolvimento de iniciativas da comunidade leta: fui presidente do Centro Cultural Leto de Nova Odessa e um dos organizadores da Festa Līgo. Também participei da coordenação da recepção do Presidente da Letônia em Nova Odessa, em 2025. Sou um dos editores da publicação Atbalss e sigo como voluntário em vários projetos da comunidade leta pelo país.
Coordenador de Participantes · Brasil
Sou um engenheiro de computação letono-brasileiro, atuo com cibersegurança, criptografia e inteligência artificial. Faço parte do Grupo Leto de Curitiba e sou membro da Associação Brasileira de Cultura Leta desde 2014, contribuindo com atividades ligadas à história, cultura, cidadania e apoio em temas diplomáticos. Em 2018, ajudei a organizar o censo demográfico letão-brasileiro. Desde 2019, participei de dois acampamentos 2x2 e também sou membro de Eiropas Jaunieši. Desde 2022, atuo como reservista nas Forças Armadas da Letônia.
Redes sociais e divulgação · Alemanha
Condutora de atividades e programação musical · Letônia
No dia a dia, eu faço muita música com crianças e jovens, tanto em escolas e jardins de infância quanto no grupo de folclore "Kokle". Na banda de folk rock nômade "Alum Alu", tocamos músicas inspiradas na tradição musical romani. No grupo "Teikas muzikanti", tocamos música tradicional letã. Já no projeto "Zemgus un Laura", misturamos influências da música tradicional letã com tradições de outros povos. Atuo como professora em acampamentos há 15 anos. Já vim ao Brasil para a Festa Līgo e realizei um trabalho de dois meses ensinando crianças em Nova Odessa e Varpa: danças típicas, canções letas e kokle.
Depoimentos
Parece exagero, mas é verdade: o 2x2 mudou a minha vida. No primeiro acampamento, em 2024, na Alemanha, eu fui morrendo de medo por estar há um tempo sem praticar letão. Mas encontrei um grupo aberto, paciente e feliz por me ver ali tentando. O 2x2 atrai gente gentil, que valoriza comunidade e apoio mútuo. E isso transforma a experiência. A imersão vai muito além da língua: tem projetos e oficinas incríveis — eu até construí um kokle e depois aprendi a tocar. Fiz amigos muito próximos e sigo aprendendo com as histórias de cada pessoa. Agora, ver uma edição acontecer no Brasil é um sonho. E eu espero que você dê uma chance e se permita explorar a sua "letitude".
Quando fui convidada para o 2x2, eu não sabia o que esperar. Eu queria conhecer melhor a cultura leta e treinar a língua. No começo foi difícil, porque a barreira do idioma era grande. Mas a gentileza das pessoas me surpreendeu: muitos conversaram comigo em inglês, outros falavam letão mais devagar e me ajudavam a falar também. Quanto mais eu conhecia os costumes, as músicas, as danças e as comidas, mais perto eu me sentia das minhas raízes. Foi uma das experiências mais especiais que já vivi. Saí do acampamento me sentindo um pouco mais leta — e quero passar esse sentimento adiante.
Participar do acampamento 3x3 na Letônia me colocou em um ambiente com letos do mundo todo que também estavam interessados em aprender mais sobre a história e cultura da Letônia. Conheci pessoas fascinantes e em um pequeno espaço de tempo pude aprender muito sobre a Letônia e os Letos. Eu pude aprender muito durante o tempo que passamos juntos no acampamento, não só nas oficinas mas também durante as refeições, passeios e apresentações culturais.
Minha experiência no 2x2 começou meio confusa. Eu não sabia nada da língua, então não conseguia acompanhar as palestras, que pareciam bem interessantes. Com o tempo, fui me virando como dava, usando o inglês e contando com a boa vontade das pessoas. Acabei fazendo várias amizades, participando de atividades legais e me sentindo cada vez mais à vontade. No fim das contas, foi uma experiência muito positiva. Só pela convivência com as pessoas, já valeu muito a pena.
Dúvidas
Jovens de 18 a 33 anos. Não é necessário ser descendente de letões, falar letão ou ter qualquer conhecimento prévio sobre a cultura letã. O único requisito é curiosidade e vontade de viver a experiência.
Não. O acampamento é aberto a qualquer jovem de 18 a 33 anos. Pessoas com e sem vínculo com a cultura letã participam juntas — e essa mistura é justamente o que torna o encontro mais rico.
As inscrições já estão abertas aqui pelo site. É só clicar em Inscrever ou Quero participar e preencher o formulário.
Depois disso, um dos nossos voluntários vai entrar em contato para:
E para acompanhar novidades e atualizações, siga o Instagram @acampamentos_letos.
Preço especial até 12 de junho: R$ 250
Depois, o valor será R$ 300.
O trabalho da equipe e condutores de atividades é voluntário. Por isso, a taxa serve apenas para cobrir acomodação, alimentação e algumas atividades do acampamento.
✅ A taxa inclui também roupa de cama e toalha.
❌ Transporte até a Fazenda Palma e o retorno para casa não estão inclusos.
Sim. A Fazenda Palma conta com estrutura para acomodar os participantes durante o acampamento. A taxa de R$ 250 (até 12 de junho) inclui acomodação, alimentação, todas as atividades, além de roupa de cama e toalha.
Depois da inscrição, nossos voluntários vão entrar em contato para:
Uma lista completa de itens recomendados será enviada após a inscrição. Em geral: roupas confortáveis para atividades ao ar livre, calçados fechados, protetor solar, repelente e disposição para se envolver em tudo.
Não. As atividades são conduzidas em português, com letão presente de forma natural no cotidiano — palavras, músicas, expressões. Você vai aprender brincando, sem pressão.
As inscrições já estão abertas. Você pode se inscrever aqui no site, clicando em "Quero participar" ou "Inscrever" e preenchendo o formulário.
A Fazenda Palma fica em Varpa, distrito de Tupã/SP. Informações de logística, pontos de encontro e caronas serão divulgadas junto com a programação do evento. Siga nossas redes para não perder nada.